segunda-feira, 12 de novembro de 2012

John Heartfield no Segall

Start:     Nov 24, '12 11:00a
End:     Feb 24, '13 7:00p
Location:     Rua Berta 111 - São Paulo/SP
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Por um realismo crítico. John Heartfield e a história da arte

            Além de configurar um novo sentido espacial com base em fragmentos heterogêneos, a fotomontagem política é uma clara resposta à revolução trazida pela reprodutibilidade técnica da imagem. Heartfield transforma os meios técnicos de reprodução em meios diretos de produção de obras de arte, ao fornecer a cada leitor de A|Z um original saído da rotativa. A dialética único/múltiplo cai por terra, já que, em cada exemplar da revista, havia uma obra original concebida por Heartfield e seus colaboradores.
            Artista profundamente engajado na realidade social ele é figura determinante das vanguardas históricas, desenvolvendo normas práticas e artísticas, criando uma arte realista e crítica, uma expressão genuinamente política, a serviço da conscientização e do esclarecimento, sem resvalar no esquematismo e, pior ainda, numa ilustração meramente panfletária.


por Annateresa Fabris
Historiadora e crítica de arte


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Museu Lasar Segall expõe 50 obras do fotógrafo John Heartfield publicadas na revista A|Z de Berlim do período de 1930 a 1938

˙ · O Museu Lasar Segall (IBRAM - MinC) apresenta a exposição John Heartfield - Fotomontagens, pela primeira vez no Brasil, 50 fotomontagens produzidas pelo fotógrafo alemão John Heartfield (1891-1968) para a revista A|Z de Berlim (Arbeiter-Illustrierte-Zeitung, Revista Ilustrada do Trabalhador), do acervo do Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM). A exposição, que irá ocorrer a partir de 24 de novembro de 2012 até 24 de fevereiro de 2013, é uma parceria entre o Museu, o IVAM e o Museus Castro Maya do Rio de Janeiro. Este último receberá uma itinerância da mostra a partir de 1º de março até 13 de maio de 2013.
Entre 1930 e 1938, Heartfield produziu 237 fotomontagens a partir da técnica de rotogravura e tipografia para a revista AIZ. As cinquenta obras escolhidas para compor a mostra pertencem a publicações originais da época. Durante estes anos a revista chegou a distribuir mensalmente dez mil exemplares, e em 1936 a revista passou a se chamar Volks Illustrierte (Revista Ilustrada do Povo), abreviada VI. A publicação era feita pela editora Malik, que foi fundada pelo artista e seu irmão Wieland Hezfeld em 1917. A primeira publicação realizada pela editora foi a Neue Jugend que contou com a colaboração de George Grosz, com quem Heartfield desenvolveu parceria em inúmeros trabalhos, e a mostra contará com duas páginas desta revista.
Heartfield é apontado como “Montador Dadá” sendo um dos líderes mais ativos do grupo Dadá, em Berlim. Designer gráfico, cenógrafo e promotor cultural o artista é considerado o fundador da fotomontagem política, e desenvolveu grande produção influenciada por Goya e Daumier e pelas propostas das colagens cubistas de Picasso e Braque.
O artista nasceu em 19 de junho de 1891, em Berlim, e foi registrado com o nome de Helmut Herzfeld, mas adota, em 1916, o nome John Heartified em protesto contra as atitudes xenófobas da sociedade alemã contra a Inglaterra.
Heartfield inicia seus estudos de pintura com Herman Bouffier, e em 1912 ingressa na Escola de Artes e Ofícios de Munique, e em 1913 na Escola de Arte e Artesania de Berlim-Charlottenburg.
Em 1933, com a ascensão do regime nazista, vai para Praga de onde é extraditado em 1938 para a Alemanha. Viaja para Londres, onde expõe seus trabalhos, e a partir de 1939 fixa residência até 1950 trabalhando para várias editoras. Regressa após a segunda guerra para a Republica Democrática Alemã, realizando, entre outras atividades, desenhos gráficos e cenários para o Berliner Ensemble de Bertolt Brecht. Heartfield falece em 1968.

Museu Lasar Segall – Idealizado por Jenny Klabin Segall – viúva de Lasar Segall – foi criado em 1967 por Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall, filhos do artista. Hoje, integra o Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, do Ministério da Cultura – MinC, como unidade museológica. Seu principal objetivo é conservar, pesquisar e divulgar a obra de Lasar Segall. Com um acervo de 3.000 trabalhos do artista, o museu é um atuante centro de atividades culturais, nas áreas de gravura, fotografia, criação literária, além de abrigar uma biblioteca especializada em teatro, ópera, dança, cinema, fotografia, rádio e televisão, e extensa documentação sobre a vida e a obra de Lasar Segall. O Museu conta ainda com uma sala de cinema de 92 lugares, o Cine Segall, em que são exibidos filmes do circuito de São Paulo.

Exposição: John Heartfield - Fotomontagens
Coordenação geral do projeto e seleção de obras: Jorge Schwartz e Marcelo Monzani
Período: 24 de novembro de 2012 a 24 de fevereiro de 2013
Museu Lasar Segall
Rua Berta 111 - Vila Mariana – São Paulo
Telfone +55(11) 5574-7322
Aberto diariamente das 11h às 19h; fechado às terças


Fonte: Selene Cunha (Museu Lasar Segall)


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IMAGENS da EXPOSIÇÃO "Fotomontagens"
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John Heartfield no Segall




exposição "FOTOMONTAGENS",
Informações aqui

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Avani Stein na Ímã

Start:     Nov 13, '12 8:00p
End:     Jan 19, '13 5:00p
Location:     Rua Fradique Coutinho 1239 - São Paulo/SP
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Jam Stein – Jazz aqui é rave

            A arte de Avani Stein rompe a incômoda linha divisória - imaginária, que separa a Fotografia da Arte Contemporânea.
            Avani abandonou o fotojornalismo de qualidade já nos anos 90 - quando era comparável à Maureen Bisilliat e à Claudia Andujar - para abraçar as artes com recursos que dessem vazão, ao seu incontrolável desejo expressivo.
            A fotografia foi, assim, apenas um, entre os muitos elementos, suportes e materiais que constituem sua obra vasta e diversificada. Além de imagens selecionadas de seu baú de fatos e lembranças, Avani utiliza canetas hidrográficas, tintas várias, estiletes, agulhas e interfere com linha, borda, costura e arranha a imagem como quem cuida de feridas, como quem constrói patchworks e infesta com micróbios da fuzarca a imagem desinfeta.
            Mas a arte de Avani Stein, originada no campo da Fotografia, não se curva à arte de escrever com luzes, contamina a mídia, fere o corpo do papel e subverte o ‘mundinho careta’ da fotofashion.
            Se suas paisagens, naturezas semi-mortas e personagens maculados constituem uma galeria de frames fantasmagóricos, a arte vasta de Avani adquire também climas de arte tecida, de mundos bordados e entrelaçados em construções ‘penelopianas’ que a aproximam de artistas – que eu me lembro agora - como Louise Bourgeois (Fr 1911- US 2010), Sheila Hicks (US 1934) e Artur Bispo do Rosário (Br 1911- 1989) – os dois últimos presentes na #30bienal de São Paulo), colocando-a à nível de grandes nomes da arte contemporânea.
            Com longa trajetória no campo da imagem, Avani Stein acumula décadas de vida e arte em obra singular e, ao mesmo tempo, templo da compulsão e da devoção, do engenho, da poética dos retalhos e dos pontos em cruz.
Avani Stein, não obstante, aceitou o desafio proposto por Egberto Nogueira e produziu série de trabalhos especialmente para esta mostra, com suas improvisações aliadas a grandes gênios do jazz, paixão de tantos entre nós. Em suas mãos encantadas, com processos ácidos que penetram fundo e sensualmente a pele dos retratos, estão manjares visuais a partir de fotos icônicas de Thelonius Monk, John Coltrane, Milles Davis, Nina Simone e Billie Hooliday, entre outros, no melhor estilo Warhol.
            Avani deu assim - de corpo e alma - asas aos seus delírios, aos nossos delírios e improvisos, para oferecer uma coleção que aproxima todas as paixões. Mas, o fascínio maior desta exposição é presenciarmos esta jam session muito além das imagens referentes, na qual a arte de Avani Stein se reinventa a cada novo dia, a cada nova manhã.


por Paulo Klein
Fotógrafo e Crítico de Arte — Association Internationale Des Critique D’ Art, Paris — Associação Brasileira de Críticos de Arte, SP


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As novas fotos impossíveis de Avani Stein

            Acreditem ou não, Avani Stein já teve quatro vidas. Na primeira vida Avani é uma jovem judia do Hashomer Hatzair. Um movimento de esquerda rumo a Israel, comportamento espartano e anti burguês.
            Na segunda vida, Avani é uma dona de casa burguesa casada com um industrial cercada de criadas e que jamais coloca o pé na cozinha. Nem tem nada a fazer.
            Na terceira vida, ela troca o marido industrial por um repórter desempregado alguns anos mais novo que ela. Nasce a Avani fotógrafa. Suas fotos são capas dos jornais mais badalados do Brasil: Folha de S. Paulo e Jornal da Tarde. Ela é reconhecida por seus retratos em preto e branco. É disputada pelas publicações. É a fotógrafa das fotos impossíveis.
            O Paulo Patarra e o Hamilton Almeida Filho queriam uma foto do Zé Bétio, o homem do chapéu, para o primeiro número de Repórter 3, em 1978. Missão para Avani. As palavras mágicas que a mobilizaram. “Ninguém jamais fotografou o Zé Bétio. Ele não deixa. É muito feio. Será que você consegue?” Ela foi atrás com a ideia fixa de fotografar o que era proibido. Entrou no estúdio da Rádio Record, aproveitou um momento de distração e deu o click fatal. Ele reagiu, tentou agarrar, exigiu o filme de volta. Avani entregou. Mas o filme velado. A foto saiu com a legenda em letras garrafais: furo jornalístico. Depois o homem do chapéu ficou amigo de Avani, convidou para jantar na fazenda. As fotos também podem ter duas versões? Podem. Avani descobriu que podem.
            Na quarta vida ela rompe com o jovem e talentoso repórter para recuperar a sua identidade. As fotos não são apenas registros. Agora, elas têm marcas, riscos, tinta, raiva, doçura, paixão. Duas ou mais versões.
            BARDI NO CHÃO – Não a vejo há anos, ela é ainda a mesma. Usa aqueles óculos que se transformam em seus olhos, é mignon e fala gauchês, esse idioma que não é falado, mas cantado. Linda, bela, gostosa – eram três palavras que podiam ser aplicadas a ela. E a quarta e quinta: puta fotógrafa! Imprevisível. Um dia, o Pietro Maria Bardi a agarrou pelo braço e saiu correndo com ela num espaço do MASP. A certa altura, ela brecou e ele se esborrachou no chão! Na Praia da Ferrugem Avani se encontra com o que faz de melhor. “Trabalhadora e criadora” é como ela gosta de ser chamada por ela própria.
            Avani mergulha nas fotos como numa espiral do tempo. Produz em estado quase febril dezenas de trabalhos que elabora mediante uma nova técnica que ela criou. Por meio dela, Avani faz desaparecer o real e coloca em seu lugar a fantasia desenfreada. Produz, desde 1995, os trabalhos agora exibidos em conjunto, pela primeira vez, na exposição da Ímã Foto Galeria. As novas fotos impossíveis de Avani Stein.


por Alex Solnik
Jornalista


A Ímã Foto Galeria apresenta exposição da fotógrafa e artista visual, Avani Stein
'Poética dissonante' é o nome da mostra que Avani Stein abre dia 13 de novembro terça feira, as 20 horas na Imã, com show ao vivo da blue note years

˙ · Ao todo 36 obras serão apresentadas nesta exposição.
A abertura dia 13 de novembro conta show da Blue Note Years. Contemplando os grandes clássicos da gravadora Blue Note, o grupo revive os anos 50 e 60, época de ouro do jazz e de seus grandes ícones, com temas de: Lee Morgan, Thelonious Monk, Cedar Walton, entre outros. Formação: Cássio Ferreira (saxofone), Lupa Santiago (guitarra), Thiago Alves (baixo acústico) e Vitor Cabral (bateria).
Dia 23 de novembro, sexta feira as 20 horas mais uma apresentação musical com Vitor Cabral & Convidados. Vitor Cabral, baterista que já dividiu palco com Ed Motta, Hélio Delmiro, Roberto Sion, Bocato, Filó Machado, entre outros, convida Marcos Romera (piano) e Karlãum Bonitátibus (baixo), dois grandes músicos que tocaram com Wilson Simonal para apresentar um repertório especialíssimo de samba-jazz.

Coleção Avani Stein “Poética Dissonante“
Abertura p/convidados: dia 13 de novembro as 20h
Ímã Foto Galeria
Rua Fradique Coutinho 1239, Vila Madalena
De 21 de novembro a 20 de janeiro 2013
Horário: de segunda à sexta das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h
telefones: 99685-7688, 3816-1290 e 2594-3687, e-mail


Fonte: Egberto Nogueira


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IMAGENS da EXPOSIÇÃO "Poética Dissonante"
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Avani Stein na Ímã




exposição "POÉTICA DISSONANTE",
Informações aqui

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domingo, 11 de novembro de 2012

'Formas Curiosas de Respirar' na Contraponto

Start:     Nov 13, '12 7:30p
End:     Dec 15, '12 2:00p
Location:     Rua Medeiros de Albuquerque, 55 - São Paulo/SP
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Quando abrir a porta e assomar a escada, saberei que lá embaixo começa a rua; não a norma já aceita, a floresta viva onde cada instante pode jogar-se em cima de mim como uma magnólia, onde os rostos vão nascer quando eu os olhar, quando avançar mais um pouco, quando me arrebentar todo com os cotovelos e as pestanas e as unhas contra a pasta do tijolo de cristal, e arriscar minha vida enquanto avanço passo a passo para ir comprar o jornal na esquina.
Julio Cortázar (História de Cronópios e Famas, 1964, p.16)

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Formas Curiosas de Respirar

            Talvez a respiração se aproxime da linguagem poética. Respirar: ato contínuo, involuntário, que se alimenta de matéria abstrata, incontrolável e impalpável, que é o ar. Por meio de um método e de um procedimento transforma o ar em força motriz, força ativa. Respirar é afirmar a vida como relacional. É compreender a vida como interdependente; o ato de respirar transforma matéria intangível em libertação. Um procedimento similar ao da linguagem que convoca a matéria abstrata do caos para dar sentido a ele, para nomear, para relacionar e assim libertá-lo de sua condição carente de significado. Respirar é a afirmação de um diálogo natural do mundo, como a poesia. Quantas formas de respirar cabem nesse diálogo?
            O título da exposição provém de um livro que data dos anos 30. Se intitula The Wonder Book of Would you Believe it?. O livro é um clássico almanaque de histórias, fatos e dados estranhos e curiosos acerca da biologia, física, matemática, geografia e outros campos do conhecimento científico. O capítulo homônimo à exposição circunscreve a bichos e plantas que possuem procedimentos incomuns para respirar. Aparelhos respiratórios complexos, estratégias de sobrevivência que desafiam nosso conhecimento sobre o mundo e nos confrontam com realidades aparentemente estranhas.
            Como uma ação simples e ordinária, o respirar pode ser tão múltiplo no seu exercício. Como algo tão importante para os seres pode tornar-se refém do véu indiferente do cotidiano, do automatismo, das escolhas vazias do hábito? Será que poderíamos pensar em algo como uma nova ética do respirar? Do mesmo que pensou Ítalo Calvino em seu livro Seis Propostas para o Novo Milênio, no qual o autor italiano indica que devemos pensar uma nova ética da visão, novos modos de olhar o mundo. Como ver num mundo no qual a lente do habitual se faz presente sempre? De que modo o criador de imagens, das mais variadas formas, posiciona-se diante deste cenário? Como conseguir que os vestígios deixados pelo artista ao longo de um percurso não devaneçam tão instantaneamente? Que ele seja capaz de traçar linhas de fuga em uma paisagem cristalizada de sentidos, apesar da apropriação imediata do mundo e da saturação das imagens, que soterram as experiências.
            Julio Cortázar em seu livro Histórias de Cronópios e Famas cria um manual de instruções que nos dá pistas e nos indica como o gesto poético é capaz de evidenciar as lacunas, as fendas da linguagem, construindo novas analogias e, deste modo, novos mundos. O autor evidencia que o cotidiano pode e deve necessariamente ser colocado em xeque. De modo que o autor possa se lançar ao desafio poético, aos jogos de linguagem e ao risco da criação. Desta maneira, buscando formas curiosas de apreensão do mundo. Realizando uma operação de reinvenção, de transformação contínua do mundo - contínua quanto o respirar - como num eterno espelhamento, insinuando novas dimensões, novas ficções. E, assim, afirmar o invisível da vida e sua interioridade transbordante.
            Este pequeno almanaque aqui exposto é fruto de um percurso iniciado há alguns anos. Para alguns artistas, ele tem mais de trinta anos e para outros vinte e poucos. Ela não surgiu como uma faixa de terra ou ilha que se forma por meio de um erupção repentina de um vulcão. Ela sedimentou-se como um sambaqui, ao sabor do vento, que cresceu sem noção de limites e fica à mercê das intempéries. Os trabalhos habitarão este espaço durante um mês, arriscam-se a inserir novos contornos ao lugar, transformando-o ao longo de várias semanas, antes e depois da abertura ao público.
            Parafraseando Cortázar, sugerimos: para respirar, dirija a imaginação a você mesmo e, se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca. Duração média da respiração: de um a cinco minutos.


por Marcelo Greco
Fotógrafo


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Formas Curiosas de Respirar

˙ · A coletiva exibe fotografias de Bernardo Dorff, Haroldo Saboia, Helena Rios, Luciana Mendonça e Márcio Távora. A mostra faz referência ao projeto de intercâmbio “Strange Fruit”, do qual os artistas participaram em Amsterdã, em maio de 2012.
Expõe obras de cinco fotógrafos que tem como proposta inicial explorar o conceito do estranho. O que se vê deste processo são percursos diversos que tornam presentes aspectos do que nos é comum.
Com a proposta inicial de lidar com o conceito do estranho, o que se vê deste processo são percursos diversos que tornam presentes aspectos do que nos é extraordinariamente comum. Da constatação de cenários que pretendem espelhar ambientes naturais a retratos atuais que parecem pertencer a um tempo em suspenso, da comunhão do cotidiano com ficção à ficção eleita a desvelar os próprios sentidos, dos diversos olhares alheios a compor uma visão de si às múltiplas exposições de um mesmo a tornar encantador o que poderia ser banal.

Espaço Contraponto
Rua Medeiros de Albuquerque, 55 - São Paulo/SP
Telefones: (11) 3814-3769, 3813-6433 e 9347-7991.
De terça a sexta-feira das 14h às 18h, e sábado das 11h às 14h


Fonte: Bernardo Dorf e Luciana Mendonça


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IMAGENS da EXPOSIÇÃO "Formas Curiosas de Respirar"
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'Formas Curiosas de Respirar' na Contraponto




exposição "FORMAS CURIOSAS DE RESPIRAR",
Informações aqui

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Rose Klabin na Eduardo Fernandes

Start:     Nov 13, '12 6:00p
End:     Dec 8, '12 6:00p
Location:     Rua Harmonia 145 - São Paulo/SP
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Rise and Fall | Rose Klabin

            Altos e baixos e ciclos O trabalho da concentração é circular. Ascensão e queda, ascensão e queda. Os ciclos econômicos talvez descrevam também movimentos passíveis de representação em gráficos abstratos, com curvas ascendentes e descendentes, mas dificilmente poderiam ser esquematizados circularmente. Uma rede de pressões antagônicas mais complexa e caótica do que uma força centrífuga de propriedades físicas inescapáveis. O colapso do crédito imobiliário nos Estados Unidos em 2008 – a “queda” referida no título da série de fotografias de Rose Klabin – é de ordem diversa da “ascensão” que a série nomeia (a especulação imobiliária na região da Nova Faria Lima, em São Paulo, iniciada bem antes da crise nos EUA e que prosseguiu imune a ela até hoje). Bolhas financeiras de diferentes extrações. Não há equívoco no título, entretanto. Há uma relação causal sendo retratada nestas obras, mas que está além do factualmente imediato.
            Assim como os objetos abandonados na frente ou nos quintais das casas esvaziadas pela crise não comparecem nas fotos para atestar uma história particular, também os exemplos norte-americano e brasileiro não são escolhidos com o intuito de narrar alguma particularidade histórica. Aí estão como exemplos apenas. Exemplares de ascensão e queda. Metáforas também dos dois movimentos: os arranha-céus que se elevam e as ruínas urbanas na iminência de desabar.
            Há uma terceira propriedade nestes exemplos, quando são sobrepostos pela artista em cada uma das seis obras da série – um atualiza a potência do outro. Um ambicioso e imponente edifício em construção é um fracasso urbano em potência, assim como uma casa desertada e esquecida para se arruinar é, potencialmente, um futuro canteiro de obras para novas bolhas imobiliárias. Neste sentido, Brasil e EUA se tornam espelhos um do outro, sim, potencialmente: milagres econômicos dão lugar a crises financeiras num bater de asas de borboleta no Jalapão. Ascensão e queda. Ascensão e queda. Um trabalho de concentração, eu dizia. Acontece que nada aqui é casual. Observe o suporte da ampliação fotográfica. É uma manta térmica utilizada na construção civil para forramento de edificações. Observe como as obras são penduradas na parede. Observe, ainda, a disposição dos trabalhos na sala, sua relação com a arquitetura do espaço. Todas estas operações são resultado de reflexão absolutamente concentrada.
            A mesma concentração que levou Rose Klabin a empreender uma viagem de trailer do final do ano passado pela costa da Flórida, da Carolina do Sul e do Norte, na direção de Nova York. A artista estava interessada em testemunhar e registrar a fisionomia urbana dos subúrbios-fantasma da costa Leste americana. Qual seria o aspecto das residências perdidas para a crise? O que resta depois da queda? Uma viagem de trailer – vivenciando uma experiência singular de carregar consigo a casa ao longo do caminho – por um horizonte desolado. Um percurso a bordo de uma casa móvel para abarcar toda a dimensão daquelas casas mais fixas do que nunca, congeladas no tempo. Não poderia ser mais perfeitamente cíclico o processo de retratar ascensão e queda da utopia e da distopia construtivas da atualidade. Para fechar o círculo da concentração, fotos encaixadas e sobrepostas, Rose Klabin aplica um filtro positivo/negativo à composição, antes da saída prateada (sobre manta térmica), conferindo uma atmosfera entre futurista e apocalíptica ao conjunto. O ciclo se completa. A dúvida do observador acerca de estar contemplando o futuro ou o fim (ou ambos) deve ser parecida com aquela experimentada pela artista observando as imagens no monitor de sua câmera.


por Juliana Monachesi
Crítica de arte


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Rise and Fall, de Rose Klabin
Galeria Eduardo Fernandes
Rua Harmonia 145 - São Paulo/SP
Telefones: +55(11) 3812-3894 e 3032-6380
De terça a sexta-feira das 10h às 19h, e sábados das 10h às 18h


Fonte: Roberta Rachide


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IMAGENS da EXPOSIÇÃO "Rise and Fall"
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Rose Klabin na Eduardo Fernandes




exposição "RISE AND FALL",
Informações aqui

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

'Um olhar sobre o Brasil' no Tomie

Start:     Nov 12, '12 8:00p
End:     Jan 27, '13 8:45p
Location:     Rua Coropés 88 - São Paulo/SP
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A fotografia na construção da imagem da nação

            Com a descoberta da fotografia, as imagens visuais técnicas ingressaram na vida cotidiana do homem e da sociedade; um ingresso que se faria eterno. Um dispositivo de ver o entorno e, também, de ver o que não pode ser visto fisicamente: cenários, personagens e fatos desconhecidos de espaços geográficos remotos e tempos pretéritos.
            Embora seu valor documental seja insubstituível como meio de informação, é importante que nos perguntemos sempre: qual é a verdade que nos mostra a imagem fotográfica? A verdade do registro da aparência, da indiscutível semelhança com o objeto-modelo materializada por um sistema de representação visual e conduzida, monitorada, moldada segundo um processo de criação/construção. De realidades. Realidades elaboradas, território de fronteiras fluídas, indefinidas, palco de realidades e ficções. Ficções documentais a partir de verdades individuais, regionais, ideológicas, étnicas, religiosas. Assim se forma o testemunho fotográfico: um documento expressivo, permeável aos devaneios da imaginação e interesses os mais diversos.
            A partir de tal reflexão pensamos a fotografia. E, a possibilidade de se imaginar uma história do país através e, a partir, das imagens da câmera. Este é o objeto desta exposição, porém, como levar à frente um projeto dessa natureza? Como abranger as múltiplas facetas de um país das dimensões do Brasil, rico em sua diversidade étnica, geográfica, pleno de contrastes sociais em todas as suas regiões? Não foram poucos os desafios desta empreitada.
            Procurou-se reunir, nesta exposição, e no livro que a acompanha, - proposta possivelmente inédita neste país, seja pela sua forma seja pela abordagem - um conjunto que documenta aspectos expressivos de fatos sociais, políticos, culturais, religiosos, científicos, artísticos, entre tantos outros, fios que tecem a trama histórica de uma nação. A reflexão acerca das conexões mais profundas desses fatos, sugeridos pelas imagens, em sua forma ambigua e sedutora, foi o objetivo que procuramos alcançar. As fontes fotográficas não se bastam em si mesmas; é preciso dar “voz” às mensagens codificadas nas imagens fotográficas, ultrapassar sua tênue superfície iconográfica e buscar por significados não explícitos, ao nível das mentalidades, das ideologias. Os significados dos documentos são “maleáveis”, de acordo com as visões de mundo de seus autores e dos repertórios dos leitores que os leem e os compreendem à sua maneira. Referimo-nos, aqui, aos processos de criações/construções de realidades, que elas propiciam, seja na sua produção, seja na sua interpretação, seja, enfim, nos usos e aplicações que foram objeto. Ao refletirmos sobre as representações fotográficas devemos ter em mente que tratamos de verdades relativas, verdades iconográficas.
            As fontes fotográficas podem ser objeto de estudos sob diferentes enfoques e disciplinas. Daí a razão de incluirmos nas vitrines, imagens e seus respectivos suportes, em conformidade com a técnica empregada nos diferentes períodos, além de câmeras e equipamentos fotográficos do passado, utilizados para a produção das imagens; uma experiência nova para todos os visitants, especialmente aqueles que se iniciaram na fotografia, já sob o império das imagens eletrônicas.
            Nossa abordagem iconográfica pôde ser mais livre no período do Segundo Reinado, prevalecendo o enfoque social na escolha e análise dos temas. O século XX, em virtude de sua multiplicidade temática, exigiu outro critério de desenvolvimento narrativo e de análise. A partir da proclamação da República e, ao longo de todo o século XX, buscou-se trilhar pelas periodizações bem demarcadas por fatos políticos contundentes da história do Brasil. Para cada um desses períodos optamos por um desenvolvimento segundo os seguintes eixos temáticos: política/sociedade/cultura e artes/paisagem.
            O desafio desta empreitada residiu em reunir um corpus documental que pudesse conduzir o espectador através dos caminhos de luzes e sombras que permeiam a história do Brasil. Por essas vias tentamos equacionar nossa abordagem. Um conjunto de fotografias e micro-histórias que se articulam visando à construção da imagem da nação. Trata-se de um olhar sobre o Brasil, como, obviamente, existem muitos outros olhares, outras imagens e outras leituras.


Por Boris Kossoy
Curador


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Instituto Tomie Ohtake e Fundación Mapfre apresentam
Um Olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da Nação
Abertura: 12 de novembro de 2012 - até 27 de janeiro de 2013

˙ · Com mais de 400 imagens vindas de diferentes acervos públicos e coleções privadas, a Fundación Mapfre, em parceria com Instituto Tomie Ohtake, realiza a exposição “Um olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da Nação”. O projeto inédito, de pensar 170 anos de história do país (1833-2003) a partir do registro fotográfico, tem curadoria do especialista em história da fotografia Boris Kossoy e curadoria adjunta da antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz.
Com cenografia assinada por Daniela Thomas e Felipe Tassara, a mostra percorre caminhos de luz e sombra, costurando história e iconografia. Tomando como ponto de partida o momento próprio de invenção da técnica fotográfica, a exposição revisita o olhar “científico” que guiava as expedições estrangeiras, o gosto de D. Pedro II pelo novo suporte e os registros de revoltas populares como a de Canudos, até chegar à grande multiplicação de temas, ângulos, acontecimentos e reviravoltas que compuseram o longo século 20.
Graças à ampla pesquisa empreendida pela equipe curatorial, cada uma das fotografias é apresentada acompanhada por um pequeno texto, sua micro-história, com informações que vão muito além da tradicional legenda (título, data, autor). Ao refletir sobre as fotos escolhidas, o curador destaca o esforço em ”valorizar o simbólico, tentar evitar a redundância, destacar o anônimo e o cotidiano naquilo que têm de aparente e oculto, rever criticamente as imagens conhecidas e ideologicamente comprometidas com as histórias oficiais”.
A mostra acompanha o lançamento do livro “Um olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da Nação: 1833-2003” (coordenação – Boris Kossoy, consultoria histórica – Lilia Moritz Schwarcz), volume que integra a coleção História do Brasil Nação: 1808-2010 (Fundación Mapfre/ Grupo Santillana/ Editora Objetiva; coordenação Lilia Moritz Schwarcz) e que faz parte de um projeto maior denominado América Latina na História Contemporânea.
A fim de organizar o grande número de imagens, a curadoria procurou pensar o material a partir de quatro grandes eixos temáticos: política, sociedade, cultura/artes e cenários. Ao mesmo tempo, os 170 anos foram divididos em sete períodos, demarcados de acordo com os principais fatos da história nacional.
1833–1889 | Luzes sobre o Império
1889–1930 | Urbanidade, conflitos, modernidade
1930–1937 | Ideologias, revoluções, nacionalismos
1937–1945 | Autoritarismo, repressão, resistência
1945–1964 | Industrialização, desenvolvimento, anos dourados
1964–1985 | Tempos sombrios
1985–2003 | O reacender das luzes
Escolhida como ponto de partida da exposição, a data de 1833 refere-se às experiências precursoras de Antoine Hercule Romuald Florence (1804–1879), levadas a efeito na vila de São Carlos (Campinas) e que o conduziram a uma descoberta independente da fotografia, pioneira nas Américas e contemporâneas às que se realizavam, na mesma época, na Europa.
Pensando ainda no século XIX, Lilia Schwarcz ressalta os fotógrafos itinerantes que varreram o país de ponta a ponta, motivados, a princípio, pelo desejo de conhecer esse Império dado a costumes, climas e políticas em tudo tão distintos. “Enquanto imenso ‘gigante tropical’ habitado por muitas raças e grupos de origens variadas, o Brasil representava um verdadeiro porto de chegada (e de partida): um posto avançado para a observação naturalista e científica de um concentrado natural e, ademais, racial”, escreve a historiadora.
Hobby do imperador D. Pedro II, a fotografia tornou-se ferramenta para registrar cada vez mais um número cada vez maior as famílias da elite, em cenas devidamente posadas. Junto com o registro da paisagem urbana, rural e natural, os retratos de estúdio introduziram a prática fotográfica no cotidiano das sociedades em todo o mundo.
Ao longo de todo o século XX e com cada vez mais intensidade, a fotografia tomou as páginas das revistas dos jornais, diversificou seus temas e, saindo às ruas, acompanhou os momentos mais marcantes, alguns gloriosos, outros bastante sombrios. De seu papel no fortalecimento do Estado Novo, à participação da FEB na Segunda Guerra Mundial), da construção de Brasília, amplamente documentada, à foto de multidões clamando pelas Diretas, a fotografia teve papel crucial para imagem dos governantes que mobilizaram as massas como as dos líderes populares Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, Leonel Brizola e Luiz Inácio Lula da Silva.
”Não há como lembrar das Diretas sem recordar do instantâneo que tomou os políticos de vários partidos, todos de braços levantados aguardando que o fotógrafo tornasse imortal e memorável (no sentido de ficar retido na memória) um ato resumido a poucos instantes e que seria, por si só, apagado pela lógica da circunstância. Por isso tantas vezes é difícil separar o que de fato ocorreu e o que o ato fotográfico imortalizou”, sugerem os curadores.
Técnica documental, mas também plataforma da criação e profusão de sentido, a fotografia fez parte da construção da identidade nacional desde a época de sua invenção, retratando, mas também contribuindo para definir costumes, numa intrincada rede de relações. “Ela é, a um só tempo, produto e produção, reflexo e estabilização de hábitos; reação e vanguarda; elemento cultural, mas também argumento político, social e econômico. Nada lhe escapa assim como tudo lhe escapa, pois a fotografia apenas finge que preenche a realidade e assim capta sua totalidade”.

Boris Kossoy professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, foi diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do IDART - Divisão de Pesquisas do Centro Cultural São Paulo criou dentro da mesma universidade NEIIM - Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Imagem e Memória. É membro do conselho consultivo da Coleção Pirelli-MASP de Fotografia, entre outras instituições culturais. Trabalhos de sua criação, como fotógrafo, encontram-se representados nas coleções permanentes do Museum of Modern Art (N.Y), George Eastman House (Rochester, N.Y), Smithsonian Institution (Washington, D.C.), Bibliothèque Nationale de Paris, Museu de Arte de São Paulo, para citar alguns. É autor dos livros: Viagem pelo Fantástico, Hercule Florence, a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil; Origens e Expansão da Fotografia no Brasil - Século XIX; Fotografia e História; Realidades e Ficções na Trama Fotográfica; Os Tempos da Fotografia: O Efêmero e o Perpétuo, entre outros.
Lilia Moritz Schwarcz é professora titular no Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP). Foi Visiting Professor em Oxford, Leiden, Brown, Columbia e é atualmente Global Professor pela Universidade de Princeton. É autora, entre outros, de Retrato em branco e negro, O espetáculo das raças, As barbas do Imperador – D. Pedro II, um monarca nos trópicos, Símbolos e rituais da monarquia brasileira e Registros escravos. Coordenou, entre outros, o volume 4 da História da Vida Privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea, com André Botelho Um Enigma sobre o Brasil e dirige atualmente a História do Brasil Nação. Mapfre/ Objetiva em 6volumas (Prêmio APCA, 2011).

Exposição: Um olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da Nação
Abertura para convidados: 12 de novembro de 2012, às 20h
Até 27 de janeiro de 2013
De terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Realização: Fundación Mapfre em colaboração com o Instituto Tomie Ohtake
Patrocínio: Mapfre Investimentos
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros SP
Fone: (11) 2245-1900


Fontes: Boris Kossoy, e Martim Pelisson (Pool de Comunicação)


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IMAGENS da EXPOSIÇÃO "UM OLHAR SOBRE O BRASIL"
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'Um olhar sobre o Brasil' no Tomie




exposição "UM OLHAR SOBRE O BRASIL – A FOTOGRAFIA NA CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DA NAÇÃO",
Informações aqui

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